Vivemos numa era onde a promessa da Inteligência Artificial (IA) seduz profissionais de todas as áreas com a ideia de automação total. A fantasia é comum: um “botão mágico” que, com um único clique, resolve problemas complexos e entrega o trabalho pronto.
No entanto, como discutimos no nosso vídeo mais recente (que pode ver na íntegra abaixo), existe um mito perigoso a rondar o mercado. A falha na adoção da IA muitas vezes não reside na tecnologia em si, mas sim no comportamento humano.
A Cultura do Mínimo Esforço
A IA veio, sem dúvida, para solucionar partes específicas de grandes problemas. O desafio surge quando a expectativa do profissional é eliminar o processo de pensamento.
Existe uma tendência crescente de procurar o caminho do “mínimo esforço”. Queremos o resultado final sem passar pela jornada de construção. E é exatamente aqui que a qualidade do trabalho técnico, especialmente no desenvolvimento de software e agilidade, começa a cair.
O Exemplo Prático: A Falácia das Histórias de Utilizador (User Stories)
Para ilustrar este cenário, vamos olhar para um exemplo clássico no mundo da Agilidade: a escrita de Histórias de Utilizador.
Muitos profissionais tentam utilizar agentes de IA com comandos (prompts) simplistas, esperando resultados de nível sénior. O pedido costuma ser algo vago como:
“Cria uma história para fazer um TELA de cadastro.”
Quando a IA devolve um resultado genérico e pouco funcional, a culpa é frequentemente atribuída à ferramenta. “Esta IA não funciona”, dizem. Mas a realidade é outra.
A Escrita é Apenas a Ponta do Iceberg
Escrever uma História de Utilizador não é o início do trabalho; é o final de um processo monstruoso de:
- Entendimento do problema;
- Levantamento de requisitos;
- Análise de contexto;
- Definição de valor para o cliente.
Quando tentamos saltar todas estas etapas e pedimos à IA para “gerar o texto”, estamos a ignorar a complexidade do negócio.
Input Ruim = Output Ruim
O conceito é antigo na computação, mas nunca foi tão atual: Garbage In, Garbage Out (Lixo entra, lixo sai).
Se o input (a entrada de dados/contexto) que fornece ao agente de IA é pobre, genérico e sem profundidade, o output (o resultado) será, inevitavelmente, uma alucinação plausível ou um texto que não resolve o problema real do utilizador.
A IA é um multiplicador de capacidade, não um substituto para o entendimento estratégico. Ela precisa de contexto rico para ser eficaz.
Agilidade e a Armadilha das Nomenclaturas
No vídeo, também tocamos num ponto sensível: a própria nomenclatura da “Agilidade” e como ela, por vezes, joga contra nós, criando a falsa sensação de que “ágil” significa apenas “rápido” ou “sem planeamento”. Da mesma forma que a IA não é mágica, a Agilidade não é pressa.
Quer Aprofundar Este Tema?
Está na hora de pararmos de culpar a ferramenta e começarmos a melhorar os nossos processos e a nossa engenharia de contexto.
Se quer entender como escapar da armadilha do “clique único” e ver exemplos práticos de como a mentalidade correta pode transformar o uso da IA no seu dia a dia, veja o vídeo completo abaixo.
Discutimos a fundo porque é que o “atalho” é, muitas vezes, o caminho mais longo para um produto de qualidade.
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